Aposto que a maioria dos leitores do FayerWayer gosta de jogos eletrônicos e com certeza já experimentaram um simulador de voo ou um jogo de corrida em seus PCs e seus consoles. Geralmente o esquema é simples, um botão para acelerar, outro para frear, setinha para decolar, barra de espaço freia e por aí vai. Para os participantes da área de simulação essa simplicidade é a última coisa que eles querem.
Os entusiastas da simulacão realista gostam de dificuldade de se recriar da maneira mais fiel o possível as condições

encontradas na vida real e isso significa complicar muito, mas muito mesmo, a experiência de jogos a que estamos acostumados. Para se ter uma ideia da complexidade da coisa, é só imaginar que já rolaram oficinas de 1h somente para demonstrar como decolar um avião! No meu tempo era só acelerar com o “+” e apertar setinha para baixo, coisa de louco.
O mundo da simulação de voo é impressionante, além de cockpits realistas com mais botões do que o teclado do meu computador, os jogadores fazem parte de uma rede virtual chamada
Vatsim, que é basicamente conecta milhares de pilotos que ficam voando entre cidades (usando rotas reais) e sendo guiados por controles virtuais em torres de controle virtuais. É basicamente uma segunda malha aérea mundial, com direito a companhias aéreas virtuais e tudo.
E porque eles fazem isso tudo? Pelo que eu conversei com os adeptos à simulação de voo os motivos vão desde a sensação de realismo, com necessidade de seguir os protocolos e procedimentos, à pura e simples diversão de se pilotar um avião por aí.

Emocionante câmera do simulador da torre de controle
A comunidade dos entusiastas de simuladores de corrida é igualmente organizada, mas pelo menos os jogos não são tão difíceis, principalmente porque temos muito mais familiaridade com carros do que aviões e, por mais profissional que seja, o modelo ainda é o mesmo com três pedais e um volante. Mas mesmo assim é infinitamente mais complicado do que bater um pega no Burn Out.
Um dos
jogos simuladores favoritos é o
Race On e nele é possível correr em vários circuitos famosos com vários modelos de carros, cada um replicando detalhadamente cada reação do carro na vida real. Por causa disso a experiência de se dirigir um Smart ou uma Ferrari é bem diferente.

É claro que todo esse realismo simplesmente se perderia se o jogo fosse jogado no teclado, então os equipamentos também fazem de tudo para simular a experiência de um carro real.
Esse modelo de simulador possui motores que movem o assento de acordo com o simulador, o volante usado é do G25 da Logitech, mas com o pedal de freio adaptado com uma mola real de carro de corrida, da mesma maneira que a alavanca de câmbio, a mesma usada em carros de verdade. O preço da brincadeira, sem o volante, monitor ou marcha? Míseros R$8 mil. Você não imaginou que seria algo barato, certo?
Existem vários campeonatos e ligas virtuais nacionais que são transmitidos pelo site
Race Brasil, que possui 4,5 mil usuários registrados e chega a bater picos de 360 computadores (não dá para saber quantas pessoas estão em cada computador) assistindo uma única corrida.
O mundo da simulação é feito por pessoas realmente dedicadas e apaixonadas (que provavelmente devem achar os jogos tradicionais bem sem graça) e se você tiver interesse em se tornar um Ayrton Senna ou… err…um piloto famoso qualquer de avião virtual (alguém conhece algum?), é só começar seguindo os links do texto.
Lé0